19/08/2011

Mulher-Menina




Um dia escrevi no meu perfil um verso da Martha Medeiros, que diz assim: 'Sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço. Sou uma criança insegura que às vezes usa salto alto. Sou uma mulher que balança, sou uma criança que atura'. Você já deve ter lido isso em outro lugar. Pode até ter colado no seu perfil ou mural também. Só não sei se ficou pensando nisso como eu fiquei.
Eu não gosto de dizer (ou que digam) que sou uma menina-mulher. Não, eu sou uma mulher-menina. Eu já passei dos 20, tenho meus deveres, tenho o dever de me salvar e me bancar. Eu corro atrás do que quero e não atribuo a ninguém a missão de me fazer feliz, só quero ser feliz por nada e do jeito mais simples. Ter pessoas queridas ao meu lado para compartilhar isso.
Ser criança é diferente de ter atitudes infantis. Eu tenho duas crianças em casa e elas são as pessoas mais puras e gostosas do mundo. Gosto ser criança. Gosto de ver desenho de manhã e de folha de fichário desenhada. Gosto de algodão doce e troco o almoço por um sanduba gorduroso fácil. Coroa na cabeça.
Aí hoje eu li algo no facebook que é uma agressão ao cérebro de qualquer uma: mulher, menina, menina-mulher ou mulher-menina. Quem faz isso é isso, quem faz aquilo é aquilo e quem se sente assim é isso, quem se sente assado... hunf. Não, espere, não é bem assim!
Uma mulher (lato sensu) pode deixar o terninho de lado e colocar um shortinho curto, um salto alto e sair por aí. Suas atitudes falam por si, e não a marca ou o tamanho da roupa que veste. Eu amo shorts curtos, quem vai me dizer que não sou bacana por isso? O pensamento do homem médio que se exploda, somos todas um pouco 'Mercedes' (quem viu Divã?).
O meu valor eu sei, e o meu amor (parafraseando a linda da Fê Mello) é meu, eu me dou de bandeja para quem eu quiser (e não para qualquer um). Consulto o meu coração, os meus amigos e a Stella (Artois). O resto do mundo: Revista Veja, Dep. Bolsanaro e Danilo Gentili que se foda!
Eu quero caráter, quero carinho, quero beijo no queixo e não preciso de explicações. Quero que a pessoa que esteja comigo seja feliz. E sei que isso implica entender um celular desligado, um racha com os amigos ou um fim de semana longe. Implica aceitar a pessoa como era antes de eu a conhecer. Respeitar sem a pretensão de mudar sua essência.
Não acho que todos os homens são iguais, embora goste muito da teoria dos 2% da Tati B. Tenho o prazer de conviver com um que é romântico, com outro que é engraçado, com esse que diz o que tenho que ouvir e aquele que me chama para beber sempre que tem oportunidade. Os homens sabem ser os melhores amigos. Um dia a gente encontra uma pessoa bacana. A Lorena Portela encontrou. A Sophia também.
Não melhor, só sou assim. Sou mulher dos  braços doloridos de doutrinas, sou menina com adesivos de gatinhos coloridos na parede do quarto. Sou até homem que adora cerveja e futebol. E sei os segredos de alguns deles, sabe porque? Por que inspiro confiança. Independente de tudo o é bombardeado todo dia. Eu não me obrigo a nada que não me faça sorrir.
Posso citar a Fê Mello mais uma vez? 'Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro.'
Ainda sou metida a cronista? rs. Sei. Sei que estou surpreendendo muitos que pensavam que me conheciam... ;*

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