09/07/2011

Caio B.

e eu estávamos conversando. Ele me disse que no teatro, quando alguma merda acontece, é um bom sinal. Perguntei se era por isso que eles desejavam merda uns aos outros antes de entrar em cena. Sim, esse era um dos significados da merda. O improviso é bem vindo. Vem aí algo maravilhoso, porque merda é o que não me falta.

Ando nervosa. Dormindo tarde, acordando cedo, o dia inteiro sentada na frente do computador, cara atolada nos cadernos e livros. Ahn? Só percebi que o meu estado era grave quando minha saúde foi afetada. Dor de cabeça forte, mal estar, estresse alto. O peso imaginário que levo nas costas.

Outro dia falamos sobre obrigações. Ele quer acordar sorrindo, sem medos. A gente é tão inseguro, não quer crescer, não quer dever, quer brincar. Daí o tempo passa e a gente fica ‘grande’, com os mesmos desejos tolos. Desde ser astronauta a passar as manhãs vendo desenho animado na TV.

Eu quero o mesmo que ele quer e conservo minha criança interior. Jogo ioiô e saio da risca quando pinto. Pinto deitado e em pé, pinto o papai-noel de azul. Não pode, eu não posso mais agir assim. Eu tenho provas, trabalhos, contas. E satisfações a dar enquanto não sou dona do meu nariz. Enquanto não acordo sem medo, durmo sorrindo. Por que as últimas (e melhores) horas do meu dia eu divido com ele.

Que bom que ele existe. Que bom que eu (finalmente) encontrei alguém que me entende exatamente como sou. Ainda bem que ele é verdade (e não só vontade). Eu amo quando a gente conversa, conta casos, besteiras, tanta coisa em comum, deixando escapar segredos (sim, Cazuza mais uma vez!).

Eu me pego procurando a letra C no msn, comendo um chocolate e pensando se a festa estaria mais interessante se eu estivesse presente. De fato, as minhas noites não são a mesma coisa sem ele.

Para sempre meu, Caio B.



Eu gostaria de lhe agradecer pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais. Pe. Fábio de Melo.

Um comentário:

Nati disse...

Refleti e me emocionei. Quero voltar a ser criança... Beijo

Quantos?