27/04/2011

realize

sabe, do nada eu lembrei da gente andando de mãos dadas, indo para a casa da minha tia depois de uma festa. Eu estava tão triste naquela festa... Você e sua desordem. Eu mendigando atenção e enchendo a cara. Nós dois tropeçando na rua de barro de mãos dadas. Você me levantava nas calçadas altas.

Eu ouvia Realize. Eu ouvi mais umas 7 vezes. Eu nunca me vi tão apaixonada assim. Não entendo, ninguém entende e a gente se perdeu. Todo mundo azul de me ler em você. E deixamos tudo para lá: você está em outro lugar, eu estou com outra pessoa e pensando que melhor assim.

Por que ouvir nossas músicas? Por que insistir na idéia imbecil de que existia nós? Existia o que eu queria que existisse, e existiu só na minha cabeça. Não precisa explicar, não é necessário. Deixe o meu playlist tocar Don't speak enquanto sinto o ódio que me deu cantar outra vez.

Me deixar plantada, me fazer de boba e engolir a própria língua parece ter bastado não é? Eu que não devo mais falar. Chega, chega e chega. Não, não chega. É tudo poético demais.

Sabe, não me apaixonar, ir direto ao que digo ser amor parece mais fácil. Não deliro com cheiros nem piscar de olhos, tão rápidos. Não desenho na areia e tudo o que mais desejo é nunca gostar de alguém como gostei de você.



'Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.' Fernanda Young.

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