09/06/2011

meu tempo é quando


Eu escrevo tolices e procuro rir nos intervalos. Deixo estampada a foto de perfil, de boa. É assim que quero estar sempre, mesmo cansada, mesmo sabendo que não é possível estar alegre sempre. Martha Medeiros diz que ‘tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar.’

Já não me afobo com o que os outros anunciam. Meus olhos não desviam a solidão. Já não quero ser presença em lugares cheios, meus pés estão cansados. Mas espero que você me convide para sentar ao seu lado e que me abrace forte à noite. ‘mas se eu te convidar para entrar aceite. Não me poupe dos seus lisos abraços.’ (8)

Meu tempo é quando, como diz a poética de Vinícius de Moraes. Hoje guardei uma foto com um pedaço da poética. Sou assim: escura de manhã, tarde de dia, anoitecendo à tarde e ardendo à noite. (re)nascendo e andando onde há espaço.

Sabe o que quero? Quero mais você. Quero você presença, não quero só saber que sou amada. Quero me sentir, quero sentir você, quero nos (con)fundir. Eu quero o que é meu, mas não quero implorar. É básico, né luxo não.

A cidade vai parando, parando. E eu preciso (me) desligar. Desligar o computador e ir comer bobagem vendo TV. Ver quando todos estiverem dormindo que é para não disfarçar as lágrimas se quiser chorar. Eu sou a pessoa mais besta do mundo para chorar, posso chorar até com uma propaganda. Mas não quero chorar por isso. Por que meu tempo é quando. E amanhã?

Termino o texto, quebrado, com mais uma música da Colbie: ‘tudo o que eu vejo é o seu rosto / tudo o que eu preciso é o seu toque / acorde-me com os seus lábios / chegue até a mim de um nível superior / ah eu... eu preciso de você.’ (8)


 
Eu não quero viver longe de você. Digo, viver sem falar contigo, sem saber como foi o seu dia, o que você fez, como está se sentindo. Até porque, longe fisicamente de você eu já estou. Caio F

Nenhum comentário:

Quantos?