18/06/2011

eu conversava

com uma amiga algo banal. Sobre como eu ficava feia de franja. Trocamos algumas fotos e rimos. Madrugada e aquele nó na garganta. Sabe quando algo te incomoda de tal forma que você precisa desabafar e acaba não vendo com quem fala? Ela não é uma amiga íntima, mas soube me dizer, com as palavras que usou, tudo o que eu – mais do que precisava – queria ouvir. Mais ou menos assim: ‘mlr mais vs acha qe isso vai te fazer bem ? mlr siga seu coraçaozinho !’

Eu sabia, desde o começo, que não era. Não era ele, não era o momento. Ele ficou nervoso e eu... normal. As mãos não ficaram suadas nem o coração disparado. Legal, eu estava com uma pessoa legal. Num programinha bem típico de namorados.

Ele não queria só ficar, queria ser o responsável por minha felicidade. Quanta responsabilidade não é? Tão perigoso se entregar, se jogar. Eu - que tinha uma  puta experiência em me dar mal - ignorei a sorte e tentei outra vez. Deveria ter lido Ailin Aleixo antes e não hoje. Diz que sem o beijo o casal se transforma em dois seres que podem, porventura, viver juntos e dizer que se amam, mas o que não toca os lábios não toca a alma.

Essa postagem vai de encontro ao que postei antes e eu peço desculpas se alguém aqui me lê. Eu não sou mentirosa, eu sou uma guerreira. Eu lutei até o fim, era o que eu queria também – ser e fazê-lo feliz. Se não deu certo eu levanto e sigo em frente, coisa que faço muito bem sempre a vida me exige. Dia desses conversando com Baruc, ele me disse que postava o que as pessoas gostariam de ler. Respondi que não escrevia o que as pessoas esperavam (até porque não divulgo o blog), mas o que – muitas vezes – gostaria de sentir.

Sua intuição nunca falha e eu tenho olhos e dentes que não mentem. A boca cala e o resto do corpo fala. Põe uma frase aqui, outra ali. Machucando. O tempo levando o carinho e trazendo pequenos grandes atritos. Choque de egos. Eu também me enganei. Eu – insegura – não sabia se você me sentia ou se essa era a minha vontade. Hoje sei, era a minha vontade. Parafraseando Martha Medeiros, 'são as atitudes que determinam o valor de cada um. O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz.’

O que prevíamos aconteceu, e da pior forma. Por mais escrota que eu tenha sido não merecia ser mais uma chorando no dia dos namorados. Até porque como eu já disse – também acreditei que poderia ser. Eu ocupei os meus dias, o meu carinho, a minha cabeça e, agora, os meus amigos. Mais uma vez eles ouviram a minha voz rouca jurar que não quero outra pessoa tão logo.

Dias irreais, tanta coisa aconteceu. Coisa para juntar, juntinho e para separar, deixar assim, lonjão. O meu respeito desapareceu, sinto muito. Direções opostas, direita e esquerda, sigo outra direção. Até pensei que iríamos juntos pela estrada, não de mãos dadas, mas um ao lado do outro. Eu me dei e perdi muito mais do que ganhei.



Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça. Caio F

Nenhum comentário:

Quantos?