01/04/2011

S.O.S Sapiranga

É sabido que, hoje, a cidade de Fortaleza é a quinta maior cidade brasileira (a sexta em população), a maior do Estado do Ceará e a segunda do Nordeste (dados do IBGE de 2010). Como toda metrópole em ‘desenvolvimento', apresenta cenários desiguais: cresceu sem o devido planejamento e alguns de seus bairros estão superlotados.

Bairros como Sapiranga, Edson Queiroz e Água Fria estão entre os mais buscados para moradia, dada a exaustão de outros como Aldeota, Meireles e Fátima. Um dos atrativos da área leste é o verde dos mangues e o investimento maciço de construtoras em condomínios com área de lazer aberta.

Sapiranga, em especial, guarda um tesouro: A Reserva Ecológica da Sapiranga, desconhecida por maior parte dos fortalezenses. Uma área de 60 hectares, aproximadamente, que abriga trecho de rio, mangue, passarinhos e silêncio. O que poderia atrair iniciativas de desenvolvimento sustentável e preservação e não o faz.

Os ‘ricos centros' acabaram perdendo espaço, o que trouxe não só pessoas de alto e médio poder aquisitivo para residir nesses locais: há o povo carente que edifica seu barraco e amontoa uma série de necessidades, que precisa (mais do que todos) da mão do Estado: é urgente o saneamento, a saúde, a educação, a moradia adequada...

Daí que a paisagem é abstrusa: de um lado mansões, de outro casinhas com cerca de vara. De um lado asfalto, iluminação, abastecimento de água e esgoto, limpeza em dia, e, por outro, ruas no barro, escuras, sem água potável e com esgoto a céu aberto. Muito lixo espalhado, crianças brincando e animais pastando no lixo.

É fácil se isolar, é fácil ficar em casa bem confortável e não sair à rua (até pela falta de segurança). É fácil, para alguns, ligar a televisão e esquecer o que se passa lá fora. Mas não consigo ficar quieta diante disso: me dói ver a miséria escancarada e o descaso. É mais que uma questão de (boa ou má) administração municipal, mais que uma questão sócio-ambiental... é uma questão humana!

Então, que a todos seja dado, e não apenas declarado o que é vital: Que a saúde seja atendida, que as ruas sejam pavimentadas, iluminadas e limpas. Que não seja preciso esperar horas por um serviço de transporte ineficiente e desestruturado, que não haja medo e insegurança, que as pessoas não se afastem, mas se ajudem, ajudem ao meio e vivam como são, na realidade: pessoas com deveres e direitos iguais.


2 comentários:

Bill Falcão disse...

Pois é: a Constituição diz uma coisa, mas a gente vê tudo bem diferente à nossa volta!
Bjoo!!

Ariana disse...

Nossa estado critico esse hem. E da pra revoltar mesmo.
Ainda bem que existem pessoas como você que pelo menos tentam fazer algo pra mudar.


Biejos

Quantos?