11/04/2011

semana passada eu li

um dos textos mais perfeitos de todos. Amar é PUNK, da Fernanda Mello. Tinha dito há pouco que ela é uma das minhas escritoras prediletas. Não só. Ela me lê. Ela sintetizou o que penso ao tempo em que também me contradisse. Mas eu não me disse.

Ela queria um Dave Ghrol e eu um Andreas Kisser. A vida é mesmo louca e quando eu menos esperava a ‘pessoa’ chegou, sem estardalhaço. Eu escrevi que duas Patrícias habitam em mim, eu escrevi que em 2011 quero acertar. ‘só quero saber do que pode dar certo’ (8)

Ele é príncipe e nada estranho. É preciso emendar o ‘Aurélio’, pois faltam adjetivos. Ele não é como os outros: me dobra pacientemente e me conquista com clichês, dizendo que eu sou sua metade e que me quer para sempre.

Amor se edifica, é cotidiano. O meu tem base na ternura que o faz explicar qualquer coisa dizendo ‘mô’ primeiro. Na sinceridade que fica em seus olhos mesmo quando a cor muda. Por que foi fácil para ele cativar os que mais amo. Não olho o relógio, mas devo: precisamos comemorar o fato de estarmos juntos.

Quanto mais o conheço, mais o admiro. Apaixonada. Fazendo coração com as mãos na webcam. E é verdade que nem eu nem ele sabemos fazer um coração decente. Eu havia escrito sobre nós, eu sinto que ‘é’.

Vai ser real: um dia a gente esquece o aniversário de namoro, noutro um magoa o outro por bobagem ou sente um ciúme tolo. Pode ser que ele se afaste quando eu estiver de TPM, ao invés de me trazer chocolate, ou que a gente se pegue num dia de clássico-rei. Mesmo assim - parafraseando Caio F - ‘será doce’.

Eu-clichê: escorregar é melhor do que cair de amores. Bom é estar segura, é saber onde piso. Bom é respirar tranqüila. Suspirar. E sorrir ao acordar ao lado dele. Não é porque minha barriga se livrou das borboletas que eu não estou feliz. Amar tem um quê de loucura: viver pensando por dois é difícil, mas não menos prazeroso. Arthur da Távola diz que ‘é difícil porque namorado de verdade é muito raro’.

Eu me sinto madura, eu me acho depois de tanto tempo perdida. O amor é o tema da maioria de minhas postagens, mas não sei mesmo se amei de verdade (antes) ou se tudo era só vontade de amar e ser amada. Cada um traz a sua idéia de amor. O que é amor para mim, pode não ser para você.

Amor é construção. O amor aliado ao tempo pode fazer de um relacionamento uma ruína ou uma obra de arte. A Fê diz que amor é reconstrução. Você acredita que só podemos amar uma vez? Que se acabar não é amor? Eu acho possível amar mais de uma vez. Eu vejo a possibilidade de construir e de reconstruir. De dançar, de cansar, de desafinar e de bater recordes no karaokê com canções bregas.

Não vou cantar a mesma música. Já confundi amor tranqüilo com algo que não sei bem o quê, mas que certamente não era isso. Algo que diluiu como uma bola de sabão no ar. Não sei se amei antes, repito. O meu conceito de amor-construção é coisa nova. Nova na minha vida, já passou no horário nobre.


* Fernanda, perdoe esse texto mal feito e imitão. Minha musa <3


update:

Um comentário:

Natália disse...

Não acho que seja imitão e sim apenas uma forma de homenagear. Beijo

Quantos?