28/02/2011

era como se

a poesia de Edson Marques beijasse meu rosto e bagunçasse meu cabelo. Como se o ar lambesse o meu corpo, era diferente. Há um tempo eu não sentia essa sensação de liberdade. Plena, feliz, aos pulos em direção ao dever de sala.

Você me desperta sensações díspares. Não sei o que esperar de você ao mesmo tempo em que me sinto segura em seus braços. Me perco e me encontro no seu beijo. Levemente ansiosa. Te quero por perto o tempo todo, por mais que negue.

Falei em terceira pessoa e te confessei meus medos. Deveria? Suponho que meus dedos são meus maiores inimigos. Nos precipitamos, cada um à sua maneira. Você não conseguiu calar - e eu estou presa numa cela sem luz. Não sei o que quero como você pensa, mas sei o que não quero (sei?)

As pessoas me enxergam mulher, centrada, inteligente. Também me vejo mulher. Mulher-menina. A pele macia que você ama dizer, ama tocar. A insegurança e a tolice de não saber se fala ou age primeiro.

Somos da mesma idade e aprendemos com nossos erros. Poderíamos formar um par perfeito: eu alvinegra, você tricolor. Eu Alanis, você Fergie. Nós dois cinema, pipoca e refri. Beijos e abraços no escurinho.

Ouvi 'Mãos que consertam' e achei perfeita. Teria composto para você. Você chegou desatento e se encantou quando me viu, nem disfarçou. Gravei sua reação e é uma das cenas mais queridas que tenho. Valeu o tempo que passei maquinando (e produzindo) cada detalhe. Você disse que estava compondo para mim. Será que parou?

Eu quero que o tempo diga, mas não quero que você se perca. O tarô disse que eu devo arriscar. Usando as palavras da Ailin 'não quero me proteger de você. Quero apenas ser tranquila estando feliz'. Sei o que quero?


De novo, de novo, eu não canso. De novo fazendo romance em cima de um conto breve. Tati B.

Um comentário:

Bill Falcão disse...

Isto é que é um post altamente estimulante!
Bjoo!!!

Quantos?