08/02/2011

acordei

sensata depois de ter adormecido ácida, revoltada, uma mistura de tristeza e dor. O sono é essencial para os bêbados e para os ansiosos, e tou me enquadrando na segunda turma dessa vez. Parece vã a minha tentativa de me ligar à você, já que tudo e todos não querem isso. Você sabe como sou influenciável quando estou no fundo do poço.

Parecia outra. Te disse que mudei e você disse que notou, que não pareço a Patrícia que conheceu. Estou durona, ou ao menos tentando. Não sou boa nisso, você deve ter notado. Eu sou sentimental, eu me entupo de suspiro com Coca-cola ouvindo 3 Doors Down no último volume e cantando Inglês errado.

Eu e o meu jeito Tati Bernardi de ser. Dizendo uma coisa, querendo outra. Digo que não quero mais falar com você, saber de você, sentir você... e o que me importa é ouvir sua voz de sono depois do almoço, se você cumpriu a promessa de não parar os estudos ou se conseguiu aquela vaga prometida. Quero ver cada centímetro meu arrepiar só de sentir sua respiração na minha.

Deveria simplificar, falar exatamente o que eu quero. Confesso também que não sei ser sua amiga. Fui, soube, talvez não saiba mais. Minhas veias incendeiam quando sei de qualquer noite ou outra. Atropelei o tempo, que iria (irá) decidir. Espanquei o teclado. E me espancaram quando dei minha cara a tapa por você.

Eu imaginava que quando você voltasse, voltaria direto pros meus braços. Iria dizer que observou a léguas quem realmante o amava. Quem perguntava sobre os seus dias, monótonos ou não. Quem surgia em sua mente quando você menos esperava, quando entrava numa loja de roupas ou vendo um clipe na televisão. Você pensou em mim.

Você continua onde e como está, me falou que estará disponível quando eu quiser conversar. Que não entende a minha raiva. Só estou ansiosa. Não só por causa da falsa notícia, por outras coisas que você (consciente) não tem nada a ver. Será que você se importa(va) comigo? Será que você deixou de me amar alguma vez? Será que você sentiu uma ponta de amor por aquela menina com nome de remédio? Eu odeio a forma como ela te chama de ‘meu amor, meu tudo’. :@

A gente se perdeu, mesmo não querendo se perder. Eu estou me soltando, mesmo querendo me prender. Fui traída por meus próprios dedos. Os livros estão abertos aqui na minha frente, estou focando no meu maior sonho. Crê que estou realmente bem? Que sem você vou ser mais feliz? A sua resposta você guarda. Sei qual é, e no fundo, bem no fundo, queria que além de torcer por minha felicidade que fizesse parte dela. Eu sei: se tiver que fazer, fará.

Um comentário:

acorda-amor disse...

Que lindo!!! *-*
Tô encantada com seus textos. Sério mesmo!

Lorranny Berto

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