12/01/2011

2011. Penso que esse ano me incita a acertar, já que tanto errei em 2010. Cheguei em Fortaleza ontem, mil coisas aconteceram. Quase um mês de férias, mas meus ombros doem e não sinto a sensação de descanso que deveria estar sentindo depois de festas, risos e alguns desencontros, só para não fugir do meu Eu Clichê.

No último post eu falei de Lucas, que ainda era apaixonada por ele. Ele foi embora para Brasília, o que eu tanto temia quando namorávamos. E doeu. Sinto muito a falta dele, todos os dias. Antes de ir ele me pediu desculpas, como sempre esperei. Com lágrimas nos olhos. Me beijou, não me largou e me fez me sentir a pessoa mais especial do mundo até entrar no ônibus e sumir.

'Depois de você, os outros são os outros e só' (8). Não há quem me faça me sentir como ele fazia. Nem quero outra pessoa ocupando esse coraçãozinho aqui, já disse. Ontem colei os textos que havia escrito para ele e chorei feito uma condenada, assim como quando ouço as músicas que ele me mandava e abraço a pelúcia que ganhei... ela não saía da minha cama.

Quero me prender a tudo, não quero me perder, mesmo sabendo que é isso o que a distância e o tempo fazem. As coisas aparecem distorcidas, os enganos são maiores. Eu o amo muito, me sinto bem por isso. Como falei para ele, não me arrependo de nada que fiz, fiz por amor e por amor tudo vale.

A vida segue né? As aulas da pós recomeçaram, estou morrendo de dor nas costas e de preguiça. Preciso arrumar meus livros, minhas roupas, minha agenda. Me cuidar, lavar o rosto, comer frutas, correr na rua. Preciso...
 


Claro que eu adoro minha casa, meus amigos, meus livros, viagens, músicas. Tenho uma vida ótima. Mas nenhuma dessas coisas se comparava ao prazer que eu tinha ao ouvir o barulhinho de uma mensagem dele chegando. Ou de quando alguém dizia seu nome e o meu coração disparava tanto que eu tinha medo de morrer antes de descer a escada e abrir a porta. E olhar para ele, com o seu sorriso misturado de pior e melhor pessoa do mundo. E olhar o brilho dos seus olhos (...) olhar e me sentir errando tanto e acertando muito. Isso tudo fazia valer os últimos dez, quinze ou quarenta dias sem saber se ele estava ou não vivo. Era um jogo estúpido, mas o brindezinho que eu ganhava no final justificava os dias de luta perdida. A esperança de que ele ligasse ou aparecesse ou ficasse para sempre fazia a vida ser boa, não importasse a espera... E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. (Tati B - adaptado).

3 comentários:

Lorena Granja. disse...

Despedidas sempre doem...
A vida segue, por mais que a gente queira permanecer no mesmo lugar.

Natália disse...

Nada se comparava a companhia da pessoa que a gente gosta. Beijo

Rafael disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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