06/08/2010

Foi um fim conturbado. Eu contei aqui. Depois, todos os dias eu me perguntava porque aconteceu e até quando aquela dor ia durar. Jurava que iria me colocar em um pedestal, mas tudo o que fazia, voluntaria e/ou involuntariamente me levava à ele. Não conseguia distinguir quem ele era de quem eu pensava que era. Juro que ainda estou confusa.

Minha anatomia havia enlouquecido e bem que me avisaram que era perigoso. Que coração sem cabeça não funciona. Sabe o anjinho e o diabinho que sempre me ditam as coisas? Pois é, para completar os dois fizeram as pazes e trocaram peças de roupas. Não sei quem é quem, quem ouvi.

Falei com ele ontem por msn. Mais uma vez tomei iniciativa. Fui eu - do primeiro beijo ao último - quem sempre tomava as rédeas. Quem namorava sozinha sustentava o namoro. Confesso que pensei que a festa seria pela metade se ele não estivesse comigo, e foi bom. Não era a mesma coisa, pois eu me senti desconfortável. O meu desconforto não era pela opinião dos outros, pois se me preocupasse com isso, nem ao menos tinhamos conversado. Era só a ausência de um pedido de desculpas sincero, que foi substituído por um 'pois é'.

Vendo a confusão travada pelo anjo e pelo diabo, ontem ouvi um amigo que me disse que eu não merecia passar por tudo isso. Que ele era covarde, que fingia que não me conhecia, por mais que a gente tivesse passado dos beijos e abraços. Por vez, o defendeu também, dizendo que seria exagero afirmar que ele nunca me amou, não 'ficamos' pouco tempo. E eu, que tava em dúvidas se ele não tinha me pedido desculpas porque não sabia que palavras usar ou simplesmente não se importava, coloquei as mãos no meu rosto e chorei.

Hoje não foi um bom dia.

Nenhum comentário:

Quantos?